MUNDO DE PRI NA COPA DO MUNDO - PARTE 2

Segundo post da série!!! Assistam, curtam, compartilhem e GOOOOOOL!!!

MUNDO DE PRI NA COPA DO MUNDO

Primeiro post da série!!! Assistam, curtam, compartilhem e GOOOOOOL!!!

MUNDO DE PRI NA COPA DO MUNDO - PARTE 3

Primeira ida da Pri no Maracanã!!!

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segunda-feira, 23 de junho de 2014

Você não pode ficar sem saber: A verdade sobre o caso Harry Quebert

Dia de livro, dia de Beatriz na área...
O primeiro capítulo, Marcus, é essencial. Se os leitores não gostarem dele, não vão ler o resto do livro. Como pretende começar o seu?



Você tá sempre lendo livros, aí você começa a dimunir o ritmo porque pensa “não se fazem mais livros como antigamente. É tudo tão clichê e previsível.” Até alguém te indicar A verdade sobre o caso Harry Quebert e você descobrir que é possível ler algo bom. E não é qualquer coisa boa.. É coisa boa mesmo.

O livro conta a história de Marcus Goldman, um jovem escritor que fez um best seller e agora, por contrato, tem que fazer seu segundo livro. Só que ele está passando pela doença do escritor da página em branco. Ou seja, ele não consegue escrever. Bloqueio criativo total. Ele resolve então pedir ajuda para seu mestre e professor Harry Quebert, famoso autor dos anos 70, que mora em Aurora, uma cidadezinha do interior.

Quando ele está lá, descobre que há 30 anos atrás Harry teve um caso com Nola, uma menina de 15 anos, quando ele tinha 34 anos. Mas isso não importa mais. Até o dia em que Harry resolve plantar orquídeas no seu quintal e o jardineiro descobre um esqueleto enterrado segurando o original do livro ‘Origens do Mal’. Livro que deu a fama de Harry Quebert. Esse esqueleto é Nola.

Agora Marcus está disposto a voltar para Aurora e provar a inocência de Harry. 

Ok. Você pode achar que sabe quem foi, que é apenas um livro de suspense policial. Mas esse livro vai te prender de tal maneira que será impossível parar de ler. Faltando 10 páginas você ainda consegue fechar o livro e pensar WOW! e não irá descansar enquanto não indicar este livro para alguém.

Relaxem.. que o que falei acima não é spoiler. O livro é sensacional. Apenas.

O autor está sendo comparado a grandes nomes e nós, além de gostar do livro, (sim, a Pri está se metendo por aqui) achamos ele um gato!




Eu ainda não conheço alguém que não tenha gostado. Portanto, se alguém ler e não gostar, avisa aqui nos comentários. E, se leu e gostou, avisa aqui também ! Sempre bom saber que as indicações estão fazendo sucesso ! Rs

Ah! E eu aceito dicas literárias também ;) Então não esquece, comenta ae!


:*

A culpa é do John Green

Antes de falar desse livro que eu acho sensacional, deixa eu me apresentar. Sou a Beatriz mas podem me chamar de Bê... Sou fanática por livros e costumo ler pelo menos um por semana. Dependendo do livro e do momento até três ou quatro por semana. E eu vou, aqui no blog, indicar livros para vocês, começando pelo lindimorrer “A culpa é das estrelas”, lançado em 2012, pela editora Intrínseca.



Okay.

QUE livro bom. Pela sinopse é aquele livro que você tem a capacidade de prever o final. Mas posso dizer que o livro me surpreendeu bastante. Não só no durante, mas no final principalmente.

Aquele tipo de leitura que você torce para o final ser diferente. Uma leitura cativante, envolvente e apaixonante.

Depois desse livro, eu leria até a lista de supermercado do John Green. Como o próprio autor diz:

Às vezes, um livro enche você de um estranho fervor religioso, e você se convence de que esse mundo despedaçado só vai se tornar inteiro de novo a menos que, e até que, todos os seres humanos o leiam.

E esse livro é assim. Ele consegue falar da morte e da beleza da vida e mostrando não só a preocupação da vida que se vai, mas se preocupando com os problemas que quem fica pra trás enfrenta.

Esse é o problema da dor. Ela precisa ser sentida.

Prepare-se para rir, chorar e se emocionar. Em poucas páginas, o livro mostra como jovens enfrentam o câncer e outros problemas de forma séria. Uma lição de vida.

E com certeza mais um livro para a lista dos livros que precisam ser relidos.

Todas as páginas contém algum trecho que você se sente na necessidade de grifar para ficar marcado e poder voltar ali depois.

Estou apaixonado por você e não quero me negar o simples prazer de compartilhar algo verdadeiro. Estou apaixonado por você, e sei que o amor é apenas um grito no vácuo, e que o esquecimento é inevitável, e que estamos todos condenados ao fim, e que haverá um dia em que tudo o que fizemos voltará ao pó, e sei que o sol vai engolir a única Terra que podemos chamar de nossa, e eu estou apaixonado por você
Sinopse:

A culpa é das estrelas narra o romance de dois adolescentes que se conhecem (e se apaixonam) em um Grupo de Apoio para Crianças com Câncer: Hazel, uma jovem de dezesseis anos que sobrevive graças a uma droga revolucionária que detém a metástase em seus pulmões, e Augustus Waters, de dezessete, ex-jogador de basquete que perdeu a perna para o osteosarcoma. Como Hazel, Gus é inteligente, tem ótimo senso de humor e gosta de brincar com os clichês do mundo do câncer - a principal arma dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das pessoas.

Inspirador, corajoso, irreverente e brutal, A culpa é das estrelas é a obra mais ambiciosa e emocionante de John Green, sobre a alegria e a tragédia que é viver e amar.

E se você ficou curioso para ler, corre. Porque ele é uma leitura rápida e o filme foi recentemente lançado no cinema. Ou seja, vai dar tempo de ver no cinema e se emocionar e chorar. E, de novo, chorar. O filme tá lindo e bem fiel ao livro! Tudo bem que tem algumas cenas que eu senti falta, mas sejamos sinceros.. Impossível encaixar todas as páginas de um livro em 2 horas de filme.



Mas o John acompanhou as filmagens e durante as gravações até ele chorava. E se o autor se emociona, não vai ser você que vai fazer diferente, né? Não vá esperando muito e não vá esperando pouco. Vá. Apenas vá. Vá assistir a uma bela história de amor. Vá rir de adolescentes bestas. Vá ficar com vontade de se vingar do John Green. Vá rir do cinema quando todos, ao mesmo tempo, fungarem.

Apenas vá.

Olha o trailer aqui para aumentar o gostinho ;)



E depois diz aqui nos comentários o que achou tanto do livro quanto do filme ☺

:*

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Frozen, com esse calor!

Ontem, bem atrasada eu sei, foi dia de ver Frozen no cinema! (tem spoiler)

São tantos pontos para destacar... O filme é simplesmente lindo. Amor de irmã, acima de tudo *-*


Como já é de costume, todo filme da Disney começa com uma boa tragédia, separação de irmãs, morte dos pais, e é claro, eu chorei.



Mas tinha que chorar, né? Uma das músicas mais bonitinhas é logo a que embala a separação da Anna e da Elsa. Deu saudade da minha irmã, chorei mesmo. Mas a música é linda, vê o clipe aí:


Mas é claro, que o filme não ia ser tragédia o tempo todo, né?

Na noite da coroação, a Elsa dá uma pirada, mas também, essas ideias de doido
Você tem um enorme poder que ninguém sabe de onde veio, fique sozinha, se afaste de todos e tudo vai se resolver...

Claro que não, né? Dãããmmmm 

Mas depois de pirar um pouco a Elsa fica bem linda mesmo, olha só essa concept art que a Disney publicou:


E a música dela, é sem dúvida a mais bonita do filme. Esse clipe aqui que a Disney fez com a música sendo cantada em 25 idiomas mostra bem o quanto a tradução é bem feita, particularmente, eles arrasam!



E por falar em tradução, é claro que eu prefiro o filme no original, mas Brasil, né, não tem jeito, assisti o filme em Português. E aqui novamente, o filme arrasa, ao trazer simplesmente, o Fábio Porchat para dublar a gracinha de boneco de neve que é o OLAF.



O filme é um dos mais musicais que eu vejo a Disney lançar nos últimos tempos, e na tradução (que é basicamente literal) as rimas ficam perfeitas tb!

Eu indico bastante, porque tem um final muito diferente (que eu não vou contar), mas que me deu mais uma ideia para a pesquisa.

Enfim, muito bom! Me contem o que acharam!

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Monomania de Clarice Falcão (Crítica Musical)

Hoje é dia de crítica musical. Fiz uma crítica ao álbum da Clarice Falcão. É só pra entregar na quinta, mas fã é fã e não consegue esperar para compartilhar. Algumas músicas estão no canal dela no Youtube, mas também dá pra ouvir e comprar o CD pelo ItunesCom vocês, Monomania. 


“Se juntar cada verso meu e comparar vai dar pra ver, tem mais você que nota dó, eu vou ter que me controlar se eu dia quero enriquecer, quem vai comprar esse CD sobre uma pessoa só?” Lançado em 2013, o primeiro álbum da cantora Clarice Falcão já pode ser considerado um sucesso. Ocupando a lista dos 50 mais vendidos do ITunes, demonstra que a cantora já tem um espaço no mercado, mesmo sendo para um nicho específico.
O álbum que é composto por quatorze faixas e tem uma duração total pouco usual de apenas 35 minutos, mistura diversos ritmos mas tem algo muito forte em comum: a maneira de narrar. Clarice não escreve músicas, ela canta histórias. Histórias de amor, decepção, reencontro e separação. Cafona e um tanto brega? Talvez. Mas sem perder a leveza e a graça.
A cantora, que tem na família um pai músico, diretor e escritor e uma mãe roteirista, não podia ser mais influenciada pela narrativa. Em seu álbum ela conta a trajetória de um grande amor e uma grande decepção. Desde a primeira música, “Esqueci você”, já fica claro que ouviremos a história de alguém apaixonado e resistindo.
Seguindo para a segunda faixa, nos encontraremos com “Macaé”, que, com uma melodia melancólica, descreve um pouco das loucuras que fazemos por amor e cela o reconhecimento do eu-lírico como próprio autor dessas loucuras com a trecho “eu queria tanto que você não fugisse de mim, mais se fosse eu, eu fugia”. Já na faixa três, temos a música que dá título ao álbum, em uma baladinha mais animada entendemos a obsessão dessa pessoa e do álbum.
“O que eu bebi por você”, décima música do álbum, conta o ápice da fossa da separação. Lembra muito a música “Garçom”, de Reginaldo Rossi, conhecido como o “Rei do Brega”. Tomando essa faixa como exemplo, podemos reconhecer uma clara ligação da cantora com o gênero Brega, que é bem demonstrada em todo o álbum.


Aliás, entender a relação da cantora com esse gênero típico do nordeste brasileiro, nem é uma tarefa tão difícil, porque, apesar de morar atualmente no Rio de Janeiro e ter a maior parte do seu público também na cidade, a cantora é natural do estado do Pernambuco.
Na Enciclopédia da Música Brasileira, de Marcos Antônio Marcondes, o "brega" é caracterizado como a "música mais banal, óbvia, direta, sentimental e rotineira possível, que não foge ao uso sem criatividade de clichês musicais". A partir dessa definição, nada mais brega e óbvio do que esse álbum. Mas um brega ressignificado. Com um quê de modernidade e humor. Mas com tudo de cotidiano e muitos clichês musicais.
Já para autora Lúcia José, o "brega" teria estruturas sonoras "organizadas e mantidas sem oposição, provocando nos ouvintes uma pasteurização em que todos os arranjos ganham um mesmo assobio". Mais uma vez, essa definição faz todo sentido para o álbum que pode ser ouvido mil vezes porque é muito coerente, segue uma lógica muito perfeitinha, quase que o mesmo assobio mesmo, mas tão contagiante que gruda prazerosamente no seu ouvido.
E se para o gênero um elemento muito importante para “grudar” é o refrão, na quarta faixa, Clarice demonstra seu claro desinteresse por refrãos. Em uma música com um minuto e quarenta, ela descreve a clara dependência que tem por seu amor, usando apensa o verso de apoio “a gente é um só”. E a música gruda.


A faixa cinco “Fredie Astaire” se aproxima muito de um jazz, e fala de amor de um jeito um pouco diferente, relacionando-o ao cinema, outra grande influência da compositora. A linguagem cinematográfica e teatral está fortemente presente na música de Clarice.
Com “Talvez” e “Capitão Gancho”, a sexta e décima terceira faixas do álbum, entendemos melhor quem é a pessoa por trás da história. São duas faixas que bem auto-biográficas. Com o verso “Se não desse errado, não seria eu”, a música encerra uma série de referencias que influenciam a compositora.
Em “Todos os loucos do mundo” temos uma declaração de amor muito explicita. “A sua loucura parece um pouco com a minha”, é a frase que explica a razão de tanta devoção ao amado, outra grande temática do brega, que está sempre vidrado em sua paixão. Com um ritmo bem animado e um uso interessante de instrumentos de sopro, a melodia é uma graça.
Na faixa oito, temos em “Qualquer negócio” o suprassumo do brega, e da submissão e da dependência pelo amado. “Eu posso ser a empregada, da empregada, da empregada do seu tio. Só não me tira de vez da sua vida.” É outro trecho que lembra várias músicas do gênero.


Mas Clarice não é só brega. Como já foi dito, a cantora se apropria de diversos ritmos musicais em seus arranjos, que fazem com que ela se aproxime de mais alguns gêneros como o pop rock e o MPB.
A faixa onze, dialoga muito com uma canção dos Los Hermanos, pois tem um ritmo circense. “A gente voltou” utiliza diversos elementos históricos como Titanic e Romeu (da Julieta) para falar da felicidade e do estrago que é quando eles se juntam e se separam novamente.
A décima segunda faixa, é talvez a música mais conhecida da cantora. “Oitavo andar” descreve um devaneio, sobre um possível suicídio pós-termino. Com muito humor e sarcasmo, marcas da compositora, e um arranjo bem ritmado, é uma delícia de música. Outra que é bem marcada por humor é “Eu me lembro”, a única música que conta com a participação de um convidado, nela temos um dueto muito engraçado contando como o casal da história se conheceu.
A última música, um bônus, na verdade, “Fred Astaire”, a faixa cinco, cantada em sua versão original, que foi escrita em inglês. Demonstrando novamente mais algumas influências da cantora.
Enfim, álbum foi bem recebido pela crítica, mesmo a cantora tendo optado por gravar de maneira independente, e com certeza merece atenção pra ser ouvido umas mil vezes.

Bibliografia

JOSÉ, Carmen Lúcia. Isto é brega, Isto é brega. [S.l.]: São Paulo: (dissertação de mestrado), 1991.

MARCONDES, Marcos Antônio. Enciclopédia da música brasileira. [S.l.]: São Paulo: PubliFolha, 1998.


domingo, 27 de outubro de 2013

Livros, bibliografia e etc

Esse final de semana foi extremamente produtivo em relação a minha monografia. Não porque eu tenha escrito duzentas páginas, não mesmo. Como eu contei no outro post, ainda não estou nessa fase, acabei de começar os trabalhos mesmo.

E sabe por que o fim de semana foi tão produtivo? Porque simplesmente eu consegui baixar os livros do Jack Zipes, uns dos maiores autores referência em contos de fadas. Além disso, também achei un outros livros e uns artigos. *-* Muito feliz!

Hoje vou falar um pouco sobre a leitura que fiz de dois capítulos (parei na página 51) do livro "Fairy tales from before fairy tales", do autor Jan M. Ziolkowski. Ele acabou sendo muito útil como leitura inicial, pois ele faz uma excelente contextualização do gênero. Provavelmente ele vai entrar no meu primeiro capítulo... E essa é outra coisa que eu ainda preciso fazer, o sumário...

Fiz alguns highlights da Introdução:

Para começar, como descobrir a origem dos contos de fadas? Será que é possível eleger uma série de elementos que postos lado a lado caraterizem o gênero contos de fadas? Como saber o que eles significavam quando foram criados, e entender o que eles significam agora?  Como essas histórias sobreviveram ao longo de tantos anos, e o que faz com que elas ainda sejam reconhecidas como contos de fadas, mesmo tendo saído dos livros de história e passado para diversas outras mídias como cinema e televisão.

Uma questão importante que ele levanta, é que um conto de fadas carrega múltiplos significados e é ressignificado a cada nova versão que é feita dele. Sugere ainda que alguns adultos que se aproximam desse tipo de gênero, o fazem em uma busca por sentimentos que lembram a infância. Mas será que é só isso? A cada leitura que é refeita dessas histórias apreendemos outros significados e a cada nova adaptação, principalmente no caso do cinema, vemos uma outra nuance da história, entanto será que é só essa busca por nostalgia que motiva aos adultos assistirem e consumirem produtos desse gênero?

Segundo Ziolkowski, uma das maiores características desse gênero é sua interpretabilidade e elasticidade, ou seja, sua capacidade de ser readaptado e manter sua essência. O autor sugere que essa talvez seja a razão para que essas histórias tenham sobrevivido ao longo de milhares de anos e que também é a resposta para tantas histórias se repitam em diferentes culturas e países. Na verdade, nesse ponto o autor vai além, ao sugerir uma raiz comum, que sustenta todos os contos de fadas, misturando eles ao folclore de cada país. Ele usa o termo 'folktale', lenda(?), para designar as raízes do 'fairy tales'. Ao mesmo tempo em que ele destaca uma raiz comum ele fala da construção história do gênero e da necessidade de cada civilização incorporar suas próprias características e sentidos.

O autor também fala da persistência dos contos de fadas nos dias atuais, e como foi alterada a relação da informação e da palavra escrita. Nesse sentido me interessa muito, pois ele destaca a questão da adaptação desse gênero para outras formas de entretenimento que não o livro, leia-se televisão e cinema. Ele fala que os contos sobreviveram não por causa das mensagens que carregam, mas por causa da sua capacidade de ser construído em diferente formas. Prova disso é pensar no filme a "A nova Cinderela" que pega o fio da história e a adapta para os dias de hoje.



Para terminar, ele fala um pouco sobre como podemos analisar os contos de fadas, e isso me interessa bastante já que eu prendendo analisar um produto que eu ainda preciso escolher. Ela fala de duas maneiras de olhar para um conto, por um lado buscar o sentido do conto, olhando para suas origens e maneira como é contado ou escrito. E por outro lado, ignorar completamente essa bagagem e olhar apenas para a história. A sugestão que ele dá é que você faça as duas coisas, olhe para a bagagem, mas não se prenda a ela. 

Achei um bom conselho. Por hoje é só.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Once upon a time #1

Estou começando hoje a primeira revisão dos possíveis produtos que vou citar/analisar na minha monografia. Só para contextualizar me decidi pelo tema "Gêneros em Contos de Fadas" e uma das primeiras coisas que eu preciso fazer para TCC1 eu preciso preparar o sumário e o capítulo 1 é um levantamento dos produtos audiovisuais que se encaixam na minha temática/universo de análise.

Com a ajuda de alguns amigos do Série Clube comecei um levantamento buscando listas e avaliações no IMDb e em alguns outros sites, e o conteúdo que vou publicar aqui hoje é baseado em post escrito pela Alethea Kontis, uma escritora americana.

No texto, ela apresenta uma ideia inicial sobre a adaptação das histórias famosas dos contos de fadas em diversos contextos televisivos e cinematográficos e faz um levantamento das algumas adaptações mais icônicas.

Minha ideia daqui pra frente, depois é claro de fazer esse levantamento prévio, é assistir aos produtos e resenhá-los aqui mesmo, como uma maneira de manter minhas impressões em algum lugar, e ainda de quebra gerar conteúdo que é ainda é escasso nessa área.

Apesar de não ser meu interesse principal descobrir todas as adaptações, é legal começar por algum ponto. Uma coisa que me chamou atenção logo de cara, foi descobrir que a série Beauty and the Beast lançada em 2012, que tem a Kristen Kreuk como protagonista, é uma remake de uma série dos anos 80.

Abaixo a comparação com os dois trailers:

1980
 
2012

A autora também fala da estreita relação dos contos de fadas com o gênero do horror, e sua recente, e nem tão recente assim filiação ao gênero. Para exemplificar ela usa os títulos abaixo, que irão se aproximar mais do meu tema, já que usam o universo do conto de fadas, mas não são filmes para criança por se aproximarem de outros gêneros que não apenas fantasia.

Desses filmes eu vou fazer resenhas, mas de qualquer forma, já vou deixar aqui os trailers para que eu não os perca de vida.

Snow White a Tale of Horror - 1997

Mirror, mirror - 2012

Snow White and the Huntsman -2012

Uma coisa que ela escreve que tem tudo a ver com o meu tema é a citação abaixo:
Twisting the original tales and pushing the limits both visually and emotionally for ratings, reviews, and media attention has become far more of a driving force than staying true to Messrs Grimm and Andersen. 

Outras duas séries que a autora cita são Grimm e Once Upon a time. Ambas envolvem bem o universo, mas com um adendo para OUT que segue Disney's rules, e está começando a fazer uma grande bagunça com os contos de fadas. De fato, ela era a minha primeira opção de análise, agora, sinceramente, eu já não sei bem.

Além de estar nessa fase de levantamento de produtos, tenho feito também um apanhado geral de bibliografia, e um dos autores que eu achei como mais importantes na área é o Jack Zipes. Infelizmente ainda não consegui muito acesso aos livros dele, apenas aos previews do Kindle, mas tudo indica que ele é uma das minhas melhores fontes de consulta.

Para encerrar este post deixo aqui algumas perguntas, que motivam a minha monografia:

Por que a temática dos contos de fadas começou a interessar e o público adulto? Será que a filiação a diferentes gêneros é a chave para explicar o direcionamento de qualquer temática a qualquer público?